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ANGOLA - Fazenda Tchissola II ensaia cultivo de nova variedade de café, a “Mundo Novo”

 

postado em 21/02/2010 | Há 7 anos

AngolaPress

21-02-2010 14:25

Huambo
Fazenda Tchissola II ensaia cultivo de nova variedade de café

 
Huambo – Uma nova variedade de café, a “Mundo Novo”, está a ser ensaiada com sucesso na fazenda agrícola “Tchissola II”, localizada na comunidade de Kachaca, a cerca de 31 quilómetros a noroeste da cidade do Huambo.
 
Cultivados numa área de 15 hectares, esta variedade de café pode, segundo o responsável da fazenda “Tchissola II”, Jonas Vissapa Júnior, propiciar, entre Agosto e Setembro deste ano, uma colheita de cerca de oito toneladas de grão.
 
Adquirido no Brasil, o café da variedade “Novo Mundo”, no dizer de Vissapa Junior, tem estado a adaptar bem as característica do clima e dos solos da região, oferendo melhores perspectivas de produção do que as do tipo “Caturra” e “MP3”, abundantes no mercado local.
 
“Notamos que a variedade Novo Mundo tem um ciclo de produção precoce, resiste as pragas e as doenças, o que minimiza os custos de produção cafeícola”, explicou à Angop o responsável, que controla na sua fazenda uma área de 300 hectares de terra plantados com cafeeiros de diversas espécies.
 
A produção cafeícola na província do Huambo, que tem na variedade arábica a mais expressiva, vive uma fase de retracção provocada pelos altos custos de cultivo e pela inexistência de mercados para a absorção das colheitas e fornecimentos de meios técnicos e equipamentos.
 
Jonas Vissapa Júnior, ainda estudante da Faculdade de Agronomia da Universidade José Eduardo dos Santos (Huambo, Bié e Moxico), é de opinião que o governo deveria subsidiar a venda de sistemas de regadio, fertilizantes e tractores, já que os preços destes equipamentos são “extremamente” elevados.
 
Estimou que, com este tipo de apoio, mais pessoas se interessariam pela produção de café e, desta forma, participarem na diversificação da economia nacional.
 
“Temos bom clima para produzir café arábica e há vontade dos cafeicultores, mas há falta de investimento sério neste sector. Devemos continuar a pesquisar e a entender que o café é uma cultura economicamente rentável”, afirmou.
 
Com uma área total de 800 hectares, a fazenda “Tchissola II” emprega 30 pessoas efectivas distribuída nas especialidades de viveiros, repicagem, campo e outras áreas de acompanhamento à produção cafeícola.
 
O coordenador do núcleo do Instituto Nacional do Café na província do Huambo, Magalhães Alfredo Lourenço, assegura que continuam a ser empreendidos esforços para a aquisição de uma fábrica de descasque, melhoria do circuito de escoamento e comercialização e a adopção de estratégias que facilitem o acesso ao crédito bancário para a cafeicultura.
 
Dados do Instituto Nacional do Café revelam que os municípios do Huambo, Tchicala-Tcholohanga, Catchiungo e Londuimbali são os que melhores condições oferecem para o cultivo do café arábica nesta região do litoral centro de Angola.

 

 

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