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COTAÇÃO DO CAFÉ - N.Y. encerrou as operações desta terça-feira em queda

 

postado em 26/01/2010 | Há 7 anos

Infocafé de 26/01/10      

 
MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.
Sul de Minas R$ 280,00 R$ 270,00  
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 280,00 R$ 270,00 Março/2010 138,25 -1,15
Alta Paulista/Paranaense R$ 275,00 R$ 265,00 Maio/2010 140,10 -1,10
Cerrado R$ 283,00 R$ 273,00 Setembro/2010 143,20 -0,95
Bahiano R$ 275,00 R$ 265,00  
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Cons Inter.600def. Duro R$ 228,00 R$ 224,00 Março/2010 167,15 -2,65
Cons Inter. 8cob. Duro R$ 238,00 R$ 235,00 Setembro/2010 164,00 -2,10
Dólar Comercial: R$ 1,8360 Dezembro/2010 165,90 -2,20

  N.Y. encerrou as operações desta terça-feira em queda, a posição março atingiu mínima de -2,40 pontos, fechando com -1,15 pontos. A queda foi impulsionada pela valorização na cotação do dólar, juntamente com as preocupações em relação as mudanças na política econômica da China, que cercaram a maioria dos mercados de commodities.
  O dólar comercial fechou com alta de 0,82% cotado a R$ 1,8360. O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, aumentou o clima de incerteza do mercado doméstico de câmbio hoje ao declarar que o Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2010 contempla a possibilidade de novas emissões para o Fundo Soberano do Brasil (FSB), mas que os detalhes não serão anunciados, que manter esta informação em sigilo é melhor para a estratégia do Tesouro, ponderou Augustin. 

A notícia potencializou a tensão externa que já influenciava os negócios do câmbio e contribuiu para a valorização da moeda norte-americana ante o real. O Banco Central interveio no mercado com um leilão de compra de dólares, com taxa de corte das propostas em R$ 1,846. Desde maio do ano passado, o BC atua regularmente no câmbio comprando dólares.
  Esta é a última semana para entrega do café referente à primeira etapa do Aviso 216 dos contratos de opção de venda ao governo, para 800 mil sacas. Os produtores do Paraná, no entanto, querem prorrogação do prazo de entrega por mais 30 dias, conforme ofício da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), encaminhado ao ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e ao presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Wagner Rossi.

No documento, o presidente da Faep, Ágide Meneguete, justifica que "perdas de qualidade afligem o setor produtivo, pois mais da metade dos lotes de café paranaense, cujos contratos de opção de venda foram adquiridos em leilão, não passaram nos testes de qualidade avaliados pelo laboratório contratado pela Conab."
  Conforme Meneguete, os próprios técnicos do Ministério da Agricultura e do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) comprovaram que o café paranaense tem a qualidade necessária para ser comercializado. Por isso, será realizada uma harmonização entre os técnicos do País para esclarecer o assunto na próxima terça-feira (2 de fevereiro), em Varginha (MG). Ocorre, porém, que o prazo de entrega do café da primeira etapa do Aviso 216 vai até a próxima sexta-feira (29 de janeiro), três dias antes da harmonização técnica. "Este prazo fará com que muitos produtores deixem de exercer suas opções pelo fato de não haver esclarecimentos suficientes para garantir que o produto não seja devolvido e o ônus disso seja arcado integralmente por eles próprios", explica Meneguete no documento.
  Estima-se que poderão ser entregues aproximadamente 195 mil sacas de 60 kg pelos produtores paranaenses, que adquiriram os contratos de opção. Eles receberão R$ 309,00 por saca. Como cada produtor pôde adquirir 4 contratos, cerca de 487 produtores dependem da ampliação do prazo.


Infocafé é um informativo diário, da Mellão Martini
 

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