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Equador deve manter níveis de importação de café em 2010

 

postado em 28/12/2009 | Há 8 anos

 

O Cofenac (Conselho Cafeeiro Nacional do Equador) resolveu que em 2010 se importe a mesma quantidade de café adquirida neste ano. Durante 2009 se autorizou a importação de 680 mil sacas do grão para a indústria, que, na seqüência é reexportado de forma processada para vários destinos. Devido ao fato de o país ser deficitário na produção de café a cada ano são entregues permissões para que a indústria adquira o produto no exterior — chamado de regime de internação ou depósito industrial —, o processe e logo o reexporte.

O país produz ao ano 650 mil sacas de café. A decisão de não aumentar as cotas de importação não é aceita pela indústria e pelos exportadores, já que acreditam que não terão matéria-prima para efetuar seus blends de café. No entanto, Ricardo Zambrano, delegado do Ministério da Agricultura e presidente do Cofenac, disse que as cotas para cada empresa estariam sujeitas a revisão, ou seja, necessitam de análises prévias e uma outorga adicional de café.

Além disso, apontou, não são proibidas em si as importações. Segundo Zambrano, este ano não foram dadas mais permissões devido ao fato de terem sido cumpridas as cotas. Líder Vélez, diretor da Anecafé (Associação Nacional de Exportadores de Café do Equador), manifestou que a restrição das importações foi um pedido do setor produtor, associado na Fenacafé (Federação Nacional de Cooperativas Cafeeiras). Freddy Bustamante, representante da Fenacafé no Cofenac, indicou que no mês de maio de 2010, antes da safra de café robusta que passará a ser colhida em junho, as cifras do setor serão revisadas.

Caso se verifique uma necessidade em aumentar as cotas um informe técnico será apresentado, levando-se em conta aspectos como condições de produção, clima, evolução da demanda, entre outros.

Fonte: Agnocafé

 

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