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LOGISTICA - Pesquisa da CNT sobre as ferrovias mostra que os trilhos brasileiros são insuficientes e ruins.

Pesquisa da CNT sobre as ferrovias ainda repercute mal, até fora do País. O estudo constatou o que todos sabemos: os trilhos brasileiros são insuficientes e ruins.

 

postado em 24/12/2009 | Há 7 anos

  • Brasil fora dos trilhos
    Texto atualizado em 22 de Dezembro de 2009 - 02h47
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    Esta Gazeta é atualizada às terças e sextas-feiras

    A pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) sobre as ferrovias nacionais ainda repercute. E negativamente. Inclusive fora do País. O estudo constatou o que todos sabemos, os trilhos são insuficientes e ruins. Precisam de uma grande reformulação, e aí está a grande novidade da pesquisa, que vai requerer mais de 25 bilhões de reais até 2025. Quem continua mudo sobre o assunto é o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR-AM).

    Carteira

    Tanto CNT como o diretor-geral da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, não esclareceram de onde sairá o dinheiro. Quem vai dar o que, como e quando.

    Impasse

    Figueiredo, aliás, em entrevista ao PortoGente, em novembro último, disse que faltava clareza aos contratos com as concessionárias, o que paralisava investimentos das partes (empresas e governo).

    Pollyanna

    O economista Clímaco Cezar de Souza acredita que em dez anos o Brasil será o segundo país, no mundo, em logística, perdendo apenas para a China.

    Pedra no caminho

    Souza, ex-diretor de Agronegócio do Banco do Brasil, torce apenas para que o governo continue fazendo as obras em infraestrutura, e que o Tribunal de Contas da União e o Ministério do Meio Ambiente não atrapalhem.

    Remodelagem

    Especialistas dizem que a agricultura brasileira, erroneamente, ficou muito dependente dos portos do Sul, especialmente os de Santos (SP) e Paranaguá (PR). O escoamento da produção do campo, acreditam, deveria ser feito pelos portos do Norte e Nordeste. Mas não tem estradas nem ferrovias para isso.

    Climate shame

    Quem acompanhou o discurso do presidente Barack Obama, dos EUA, na conferência do clima em Copenhague (Dinamarca), viu um “boneco” programado fazendo um discurso, frio e distante do Planeta.

    Taí, eu fiz tudo...

    O discurso foi um balde de gelo em cima do público da COP15, que, segundos antes, vibrou com as palavras do presidente brasileiro, que pediu para que um anjo ou sábio derramasse entre os presentes a inteligência que tinha faltado até aquele momento.

    Boicote verde

    Alguns dos principais frigoríficos do País estão cortando de suas cadeias produtivas empresas que estão envolvidas em desmatamento.

    Catavento

    Depois de fornecer equipamentos para usinas hidrelétricas e termelétricas, a Alstom entra agora no promissor mercado da energia eólica. E já escolheu a Bahia para instalar sua primeira unidade industrial de turbinas eólicas no País. O investimento estimado é de R$ 50 milhões e o início das operações deve ser em 2011.

    Fazendo graça

    Sem saber do que fala e parecendo querer chamar a atenção para sua insignificante figura na empresa, o gafanhoto-superintendente da Guarda Portuária, o bombeiro de Brasília Jorge Pimentel, veio publicamente falar mal da Autoridade Portuária do Porto de Santos.

    Sapo de fora

    No cargo há poucos meses por indicação política, foi na Câmara dos Deputados que Pimentel se queixou das deficiências de “estrutura e organização” da estatal que lhe paga um polpudo salário. Sendo verdade o que disse, deveria cobrar as providências cabíveis de outro gafanhoto, ainda na empresa, o assessor Sérgio Figueiredo, autor da atual organização e estrutura da estatal.

    Casa de Joana

    Fica a dúvida: será que esses gafanhotos têm procuração formal para representar a empresa, estatutariamente exclusiva do diretor-presidente? Com a palavra, José Roberto Serra.

    Até quando

    Talvez esteja na hora das Companhias Docas, como anunciara por ocasião da sua posse o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, implantarem, de fato, a profissionalização nas Autoridades Portuárias.

    Mandarim

    A China adotará no próximo ano tarifas de importação mais baixas para mais de 600 commodities de alto consumo energético e de recursos. A lista inclui itens como carvão, granito e minério de fosfato; componentes-chave para comunicação ótica; produtos médicos, como plasma e vacinas; e máquinas de produção avançadas.

    Tim-Tim

    O pessoal de Itajaí (SC) comemora o anúncio de que navios da CMA-CMG e China Shipping voltam a atracar no porto catarinense a partir de fevereiro próximo.

    Pé frio

    Mas tem gente apostando que os navios não poderão atracar porque a reconstrução dos berços do Porto de Itajaí só estará finalizada entre maio e junho de 2010.

    Na rota

    O presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), Emerson Fernandes, fez questão de entregar nas mãos do ministro dos Portos, Pedro Brito, um novo projeto para o Terminal Turístico de Passageiros de Natal. A terra potiguar não quer ficar fora da próxima temporada dos cruzeiros marítimos.

    Polvo

    A MMX, empresa do megaempresário Eike Batista, acaba de adquirir autAorização para a instalação de um novo porto no Chile.

    Terra prometida

    O Brasil pode se transformar no destino de grandes companhias estrangeiras ávidas em abocanhar o mercado brasileiro. O País, em 2010, pode ter crescimento de 5% impulsionado pelo consumo das famílias.

    Galo de fora

    O mercado externo, conforme já mostrou reportagem de PortoGente, deverá mesmo moldar indústrias e serviços no Brasil em curto prazo.

     

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