Comércio

Reconhecimento nacional - Cafeicultora cooperada da COCARI tem o melhor café do Brasil

 

postado em 27/11/2009 | Há 7 anos

25/112009 - Zoonews

 
25/112009 - Zoonews
 
Após vencer o Concurso Café Qualidade Paraná 2009, no mês passado, Olivia Aparecida Fustinoni Silva fatura o 6º Concurso Nacional Abic de Qualidade do Café, em Salvador-BA

A cooperada da Cocari e cafeicultora de Mandaguari (30 km distante de Maringá) Olivia Aparecida Fustinoni Silva, mostrou a força de uma região que teve o crescimento impulsionado em razão da cultura do café. Isso porque, no último dia 21, em Salvador-BA, ela conquistou a primeira colocação na categoria café natural, no 6º Concurso Nacional Abic de Qualidade do Café, que fez parte do 17º Encontro Nacional das Indústrias de Café (Encafé).

Dona Olivia, como é conhecida, foi professora durante vários anos e se dedica à atividade cafeeira desde a aposentadoria. Proprietária da Chácara Primavera, situada entre os municípios de Mandaguari e Jandaia do Sul, ela cultiva o café em sistema de parceria com Edézio Rodrigues da Silva, responsável direto pela qualidade obtida no café campeão.

Após a conquista, Olivia se diz muito feliz e que o momento da premiação foi muito emocionante. “Na hora de receber o prêmio pensei em todos os parceiros de agricultura e, no coração, dividi a emoção com cada um deles e com Mandaguari.

”Quando o assunto é agradecer, a cafeicultora coloca Deus em primeiro lugar, entretanto não se esquece do apoio dado pela Cocari e pelo Instituto Emater. “Essa vitória não foi conquistada sozinha”, diz.

Conquista

Olivia se classificou para o concurso nacional após vencer, em outubro, o 7º Concurso Café Qualidade Paraná. Na disputa em Salvador, a cooperada desbancou cafés de São Paulo, Minas Gerais e Bahia. No leilão dos lotes – compostos por dez sacas –, ela conseguiu o valor de R$ 1.501,00 por saca.

Para o engenheiro agrônomo responsável pelo setor de café da Cocari, Roberval Simões Rodrigues, que participou do leilão e da premiação do concurso, a cooperativa foi fundamental para essa conquista. “Temos o melhor café do Brasil e isso é um diferencial.

”De acordo com Vilmar Sebold, presidente da Cocari, se não fosse o empenho de toda a equipe da Cocari, esse resultado não seria possível. O vice-presidente da cooperativa, Luiz Carlos Fermino da Rocha, destaca que, com essa conquista da cooperada, a motivação se transfere para os outros cooperados. “Isso é bom para a Cocari, que está por trás, acompanhando esse trabalho”, explica.

Sergio Luiz Zafalon, técnico local do Instituto Emater de Mandaguari, conta que não é apenas Olivia quem ganha com esta premiação, mas também todos os outros cafeicultores paranaenses. Ele ainda destaca a parceria realizada entre a Cocari e o Instituto Emater, na área de atuação da cooperativa.

Tradição em café

Fundada por um grupo de 23 cafeicultores, em 1962, a Cocari e a região de Mandaguari possuem tradição na cafeicultura. De acordo com o engenheiro agrônomo responsável pelo setor de café, a região é abençoada, pois tem os requisitos necessários para se produzir qualidade: altitude, solo extremamente fértil e tradição.

Para o gerente do setor de café da Cocari, Álvaro Munhoz, pelo fato de os cafés de cooperados da Cocari se destacarem no concurso estadual e, em alguns anos, no nacional, foi criado um estigma de que os cafés dessa região são diferenciados dos demais produzidos no Estado.

“Em decorrência disso, a curto e médio prazo, resulta em maior interesse por parte dos exportadores e das cafeteiras em adquirir café da nossa região. Isso porque, está consolidado que produzimos café de qualidade”, ressalta.

Segundo Cássio Roberto Vinholi Sespede, gerente da regional Mandaguari, essa conquista prova, mais uma vez, que qualquer produtor da região consegue fazer um café de qualidade. Para isso basta seguir as orientações e fazer tudo conforme tem de ser feito. “Nossa região não deve em nada para Minas Gerais, para São Paulo e nem para a Bahia. Que isso sirva de incentivo aos nossos cafeicultores”, diz.

Segredos do café campeão

O engenheiro agrônomo Roberval Simões Rodrigues, que acompanha a propriedade da dona Olivia, credita a qualidade do café campeão a um processo realizado corretamente. “Desde o plantio até ser entregue na cooperativa foi feito um trabalho correto.

”A cultivar do café campeão é a Obatã, que, segundo o engenheiro agrônomo, possui um bom histórico. Ele explica ainda diversos fatores para a qualidade do café vencedor, como adubação correta e equilibrada, controle de pragas e doenças, colheita no pano no momento em que havia o maior número de grãos em estado de cereja, a utilização do terreirão suspenso com cobertura, sem contar o fato de a lavoura ser nova (de 3 a 4 anos) e de o solo ser rico em matéria orgânica e umidade, o que minimizou a interferência das adversidades climáticas.

De acordo com o degustador e comprador de café da Cocari, Mario da Silva, para o concurso o café tem de ser suave, doce, encorpado e a característica tem de deixar um gosto bom na boca, amarrando.

Sobre o café campeão, ele diz que quando o parceiro de Olivia – Edézio Rodrigues da Silva – levou o café até a cooperativa e foi realizada a degustação, deu para perceber que se tratava de um café de ponta. “Realmente era um café que tinha chances de ser campeão”, completa.

Paraná faz bonito

Além da conquista na categoria café natural, o Estado esteve bem representado na categoria cereja descascada. O pesquisador do Iapar e cafeicultor Tumoru Sera, de Congonhinhas, Norte Pioneiro, conquistou o terceiro lugar, alcançando, no leilão, o valor de R$ 601,00 por saca.   Redação da Cláudia Comunicações & Eventos  

 

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