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COTAÇÃO DO CAFÉ - N.Y. encerrou as operações desta terça-feira com -1,25 pontos na posição março

 

postado em 24/11/2009 | Há 8 anos

Infocafé de 24/11/09.    

 
MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.
Sul de Minas R$ 273,00 R$ 263,00  
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 273,00 R$ 263,00 Dezembro/2009 136,05 -0,25
Alta Paulista/Paranaense R$ 268,00 R$ 258,00 Março/2010 136,15 -1,25
Cerrado R$ 278,00 R$ 268,00 Maio/2010 137,85 -1,30
Bahiano R$ 268,00 R$ 258,00  
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Cons Inter.600def. Duro R$ 230,00 R$ 225,00 Dezembro/2009 169,20 -0,85
Cons Inter. 8cob. Duro R$ 235,00 R$ 230,00 Setembro/2010 165,10 -1,90
Dólar Comercial: R$ 1,7350 Dezembro/2010 167,70 -1,95

  Pressionada por vendas baseando-se em fatores técnicos, N.Y. encerrou as operações desta terça-feira com -1,25 pontos na posição março, após variar entre a máxima de +0,80 e mínima de -1,60 pontos.

  O dólar finalizou os trabalhos em alta de 0,41%. Investidores seguem cautelosos diante da possibilidade de novas medidas do governo para atenuar a valorização do real.

  Os indicadores norte-americanos não vieram necessariamente ruins, porém, os investidores preferiram realizar lucros nas Bolsas e ajustar posições em dólar, após o índice Dow Jones ter atingido ontem o maior nível de fechamento desde 2 de outubro de 2008. A semana mais curta nos EUA, com o feriado de Ação de Graças na quinta-feira e as expectativas com relação à "Black Friday", que abre a temporada norte-americana de compras de Natal, também serviu de indutor às vendas de ações.

  Nos EUA, a revisão do PIB no terceiro trimestre foi próxima ao esperado, a expansão foi revista de 3,5% para 2,8% (taxa anualizada), enquanto as previsões eram de 2,7%. Mas o mercado não gostou particularmente da abertura dos dados, como o encolhimento da expansão dos gastos dos consumidores, de 3,4% da primeira prévia para 2,9% agora.

  A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prometeu repassar os dados do resultado preliminar do primeiro vencimento do leilão de opções de café para o Ministério da Agricultura até o fim desta semana, segundo uma fonte da Pasta. A Conab, de acordo com informações obtidas pela Agência Estado (AE), não gostaria, no entanto, de informar o volume exercido sem ter comprovação da entrega do produto.

O temor é o de que a estatal se "responsabilize" por um número que depois pode não vir a ser confirmado pela entrega física. Uma série de empecilhos cerca a apuração desse leilão, segundo apurou a AE. O primeiro seria o de que houve uma pane no sistema, o que estaria adiando a contagem da participação nessas operações. O segundo é que muitas vezes o contrato foi feito em um local e o exerc&iacu te;cio, em outro, o que também atrasa a apuração.


  O avanço do consumo de cafés especiais no Brasil, largamente comemorado pelas indústrias do setor, tem sido alvo de investigação da Abic (Associação Brasileira da Indústria do Café). Almir Filho, presidente da Café Toko e também à frente da Abic, afirmou que há casos de torrefadoras no país que comercializam o grão como especial, mas a alta qualidade do produto não é comprovada. Por meio do Programa de Qualidade do Café (PQC), criado pela Abic em 2004, a entidade colhe amostras do produto nos pontos-de-venda do país para testar a qualidade do grão.

Segundo Almir Filho, algumas empresas, inclusive as associadas à Abic, foram autuadas por vender grãos de cafés como especiais, mas sem a qualidade comprovada. "Há mais de 100 inquéritos contra este tipo de prática em Minas Gerais", af irmou o presidente da Abic. A entidade conta com 450 associados, de um total de cerca de 1.300 torrefadoras no país. A comercialização de cafés especiais no Brasil ainda está restrito a cerca de 100 mil sacas por ano, segundo ele. A produção brasileira é estimada em 5 milhões de sacas, mas a grande maioria é exportada.

As empresas que cometem essa prática são primeiramente alertadas pela Abic a não cometer esse tipo de infração. No caso de reincidência, a Abic oficializa uma denúncia no Ministério Público, afirmou Almir Filho. A associação já certificou no país cerca de 80 marcas de cafés especiais. "Em 2000, não havia nenhum grão especial negociado no país", afirmou Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da entidade. Ele estima que há no país cerca de 130 marcas. Mui tas torrefadoras, que industrializam o grão convencional, passaram a investir em cafés especiais para atrair consumidores. Américo Sato, presidente da Café Floresta, disse que optou pelos grãos especiais "para não ficar na mesmice". "Temos que estar atentos às necessidades do mercado", afirmou. Multinacionais como a Nestlé e a illycaffè buscam grãos selecionados no Brasil para compor o seu "blend".

 

Infocafé é um informativo diário, da Mellão Martini
 

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