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Clima favorece lavoura de café no cerrado mineiro, avalia produtor

 

postado em 23/10/2009 | Há 7 anos

Agência Estado

23/10/2009 - O clima no cerrado mineiro, uma das principais regiões produtoras de café finos do Brasil, tem favorecido o desenvolvimento da florada da próxima safra 2010/2011. A avaliação é do agrônomo e cafeicultor, Paulo Henrique Faria, de Buritizeiro, que cultiva cerca de 300 hectares com café, principalmente das variedade mundo novo e catuaí.

Faria diz que choveu mais do que o normal durante o último inverno, mas não o suficiente para prejudicar os cafezais. "A florada veio bem e a expectativa agora é com o desenvolvimento dos chumbinhos, futuros grãos de café", afirma. Segundo ele, é preciso que as chuvas persistam no próximo mês, para que os frutos 'vinguem'. "O clima, por enquanto, tem sido bom para os cafezais", acrescenta.

Faria informa que sua propriedade, a Fazenda Império, na nascente do Rio Formoso, tem 907 hectares. Ele vai aumentar a área de plantio para 600 hectares na próxima safra, até alcançar o total de 900 hectares com café na fazenda, no ano seguinte. O agrônomo avalia que uma das principais variáveis na atividade rural (a água) está sob controle em sua fazenda por meio de sistema de irrigação.

Outro ponto incontestável, segundo ele, é a necessidade de agregar valor ao produto. Faria oferece no mercado café fino, torrado e moído, com a marca Madame D'orvilliers, que no ano passado ganhou prêmio como o melhor do Brasil, tipo gourmet. O produto é torrado por empresa terceirizada, "mas, em breve, vamos industrializar os grãos em fábrica própria, em Patos de Minas", informa.

Na avaliação de Faria, a valorização do real ante o dólar compromete o poder de barganha na exportação. Faria embarca anualmente cerca de 18 mil a 19,5 mil sacas de café verde, principalmente para Itália, Holanda e Japão. E, como produtor, sente no bolso os efeitos negativos do câmbio. "A colheita deste ano está sendo concluída com base em custos elevados porque os insumos importados, como fertilizantes, estavam caros no ano passado", explica.

 

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