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COTAÇÃO DO CAFÉ - Mercado cafeeiro finalizou a quinta-feira em campo negativo

 

postado em 28/08/2009 | Há 8 anos

Infocafé de 27/08/09.      

 
MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.
Sul de Minas R$ 250,00 R$ 240,00  
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 250,00 R$ 240,00 Setembro/2009 120,15 -3,45
Alta Paulista/Paranaense R$ 245,00 R$ 235,00 Dezembro/2009 121,35 -3,15
Cerrado R$ 255,00 R$ 245,00 Março/2010 124,30 -3,15
Bahiano R$ 245,00 R$ 235,00  
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Cons Inter.600def. Duro R$ 226,00 R$ 223,00 Setembro/2009 139,50 -1,65
Cons Inter. 8cob. Duro R$ 232,00 R$ 227,00 Dezembroio/2009 141,95 -2,00
Dólar Comercial: R$ 1,8650 Março/2010 146,25 -1,90

  O mercado cafeeiro finalizou a quinta-feira em campo negativo, a posição dezembro variou entre a máxima de + 0,40 pontos e mínima de - 3,50 fechando com - 3,15 pts, pressionada por vendas especulativas. Mercado interno poucos negócios sendo concluídos.

  O dólar comercial subiu pelo quarto dia consecutivo e fechou com alta de +0,21%. No período da manhã, movimento técnico de formação da taxa Ptax pressionou a moeda, mas perdeu força e não impediu que finalizasse o dia em alta. A taxa, no último dia útil do mês, servirá de referência para a liquidação financeira do contrato futuro de dólar com vencimento em 1º de setembro, negociado na BM&F. Por esta razão, agentes financeiros costumam agir no mercado à vista, no final do mês, para influenciar na formação desse preço médio da moeda.

  Atendendo a uma solicitação do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro de Estado Chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, recebeu a Frente Parlamentar do Café e as lideranças do setor produtor da cafeicultura nacional. Em apresentação sucinta, feita pelo deputado federal Carlos Melles, que preside a FPC, foram expostos os pleitos dos cafeicultores, que se embasam, especificamente, na possibilidade de conversão de todas as dívidas da cafeicultura (Funcafé, RO, RL, CPR, entre outras) em produto físico - sacas de 60 kg - pelo valor de R$ 314,00, ao longo de 20 anos, com a quitação de 5% ao ano.

  O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, marcou presença no encontro, elucidando a conjuntura internacional do mercado cafeeiro e endossando as propostas do setor. A respeito da situação atual da atividade, ele explicou a urgência em se adotar duas medidas de impacto, sendo elas a retirada de 10 milhões de sacas do mercado (3 milhões já foram comercializadas via Leilões de Opções), com o intuito de recompor os estoques (reguladores) do Governo e alavancar os preços, e um prazo de carência às dívidas que vencem, em grande escala, já no fim de setembro, isso porque grande parte dos produtores já negociaram seu café e não terão condições monetárias para honrar esses compromissos.

Um dos pontos mais elucidativos do encontro foi a apresentação de Stephanes, na qual apontou que não é compreensível o Brasil ser o maior produtor e exportador mundial de café, estar em vias de se tornar o maior consumidor, mas não conseguir ditar os rumos das políticas e dos preços no mercado internacional da commodity. Com base nas informações transmitidas e também nos documentos informativos entregues pelo Conselho Nacional do Café (CNC) e pela Frente Parlamentar, o ministro José Múcio ficou sensibilizado, entendeu a situação e informou que defenderá as causas do setor, adotando, como primeira medida, o encaminhamento dos pleitos ao presidente Lula e, posteriormente, contato com o titular do Ministério da Fazenda, Guido Mantega.


Infocafé é um informativo diário, da Mellão Martini
 

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