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PROPOSTA DE REVISÃO DE INDICE DE PRODUTIVIDADE É UMA ABERRAÇÃO-CNA

 

postado em 22/08/2009 | Há 8 anos

22/8/2009 - Por Vanda Araújo, de Cuaibá (MT) SAFRAS (21) A presidente da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Kátia Abreu, fez hoje em Cuiabá (MT), duras críticas à revisão dos índices de produtividade proposta pelo governo federal, durante palestra na Bienal dos Negócios da Agricultura.

Reduzir índice de produtividade é castigar os produtores, punir a eficiência, disse Kátia Abreu. Segunda a senadora, índice de produtividade é coisa de 1960, coisa de 50 anos atrás, quando as pessoas especulavam com terras. Hoje, isso já não existe mais, quem desapropria o produtor é a sua ineficiência, o mercado tira ele do ramo e não índices de produtividade, enfatizou.

Na sua opinião, os índices não são justos quando balizados apenas no tamanho da terra e na quantidade de grãos produzida pelo produtor. Ela lembra que índice de produtividade, quando a Constituição colocou com muita sabedoria, leva à exigência de que a terra tem que ser produtiva.

-A Constituição diz que a propriedade produtiva tem que ter uma atitude racional. O que é atitude racional, é só o tamanho da terra e o número de grãos que produz, ou que tem que entrar a questão de mão de obra, de qualificação, de juros, de crédito, de mercado e de renda? questionou. Na avaliação da senadora, não há como aceitar uma aberração e um preconceito injusto e desonesto com o setor rural.

Kátia Abreu antecipou que a CNA está trabalhando politicamente, democraticamente e dentro da legalidade para evitar que a proposta seja aprovada. -Não bastam os problemas que nós já temos? Vamos criar um latifúndio improdutivo nesse país numa hora dessas? Não acredito que o presidente da República vá permitir que isso aconteça.

Kátia Abreu foi palestrante no último painel de debates da Bienal dos Negócios da Agricultura, encerrada há pouco em Cuiabá (MT), e que também contou com a presença do governador do Estado de Mato Grosso, Blairo Maggi, do ministro de Assuntos Estratégicos, Daniel Vargas e que teve como mediadora a jornalista Ana Amélia, do Grupo RBS. (VA)
 

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