Mercado

COTAÇÃO DO CAFÉ - N.Y. acompanhou mercado de ações e fechou em alta

 

postado em 31/07/2009 | Há 8 anos

Infocafé de 30/07/09.    

 
MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.
Sul de Minas R$ 250,00 R$ 240,00  
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 250,00 R$ 240,00 Setembro/2009 124,95 +2,10
Alta Paulista/Paranaense R$ 245,00 R$ 235,00 Dezembro/2009 128,10 +2,15
Cerrado R$ 253,00 R$ 243,00 Março/2010 130,95 +2,10
Bahiano R$ 245,00 R$ 235,00  
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Cons Inter.600def. Duro R$ 226,00 R$ 224,00 Setembro/2009 139,85 +1,95
Cons Inter. 8cob. Duro R$ 232,00 R$ 230,00 Dezembro/2009 144,55 +2,15
Dólar Comercial: R$ 1,8740 Março/2010 147,45 +2,10

  Acompanhando o mercado de ações e commodities, a bolsa de mercadorias em N.Y. operou com valorização. A posição setembro atingiu máxima de +3,05 pontos, fechando com +2,10 pts, sustentada por compras por parte das indústrias e especuladores. Mercado interno com alguns negócios isolados sendo concluídos.
  Após dois dias  de alta refletindo a cautela no mercado internacional, o dólar comercial inverteu a direção hoje e fechou em baixa de 1,58%. Esta é  taxa mais baixa desde 26 de setembro de 2008. As apostas na queda do dólar, que foram reforçadas nos últimos dias no mercado futuro da BM&F, principalmente por fundos estrangeiros, pesaram no recuo das cotações da moeda no mercado à vista. O objetivo destes players é o declínio da moeda para formação, amanhã, de uma taxa Ptax (valor médio do dólar à vista ponderado pelo volume de negócios) em torno de R$ 1,87, disse um operador de tesouraria de uma instituição europeia.
  A taxa Ptax de amanhã liquidará os contratos futuros de câmbio de agosto. A previsão baseia-se no fato de que os estrangeiros ampliaram hoje no mercado futuro suas apostas no recuo da moeda, com a elevação de 70.200 para 72.800 contratos de venda de dólar. As tesourarias de bancos locais também reforçaram essas posições para 2 mil contratos de venda, ante 1 mil contratos de venda registrados na véspera, afirmou a fonte da corretora consultada. Em meio a um fluxo cambial fraco, o Banco Central fez leilão de compra à tarde e fixou a taxa de corte das propostas em R$ 1,8779. Apesar de recolher dólares do mercado com essa operação, o leilão de compra promovido pelo BC não conteve a baixa das cotações e, logo após o resultado da operação, o dólar à vista recuou para a taxa mínima do dia.

  Os cafeicultores que integram a mesa diretora de assuntos técnicos de café da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) se reúnem amanhã, a partir das 14 horas, na sede da entidade, para analisar as dificuldades enfrentadas na comercialização da safra, a necessidade de aumento de recursos financiamento do setor e da revisão do preço mínimo para o produto. Segundo comunicado da Faesp, a reunião contará com as presenças do presidente da Comissão de Café da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA), Breno Mesquita, do assessor tributário da instituição, Renato Conchon e da assessora técnica da comissão de café, Carol Bezzili.

A Faesp vai apresentar a CNA sua proposta de revisão da legislação do PIS/COFINS que incide sobre a cadeia produtiva do café, "pois devido ao tratamento não uniforme concedida aos diferentes agentes da cadeia produtiva do café, produtores independentes e maquinistas/cerealistas vêm sofrendo uma concorrência predatória de cooperativas e de exportadores, quando da venda de seu café para a indústria de torrefação e moagem".
 

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