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Nascente cotaminada por agrotóxicos pode ter intoxicado família no Sul de Minas

 

postado em 31/05/2009 | Há 8 anos

30/05/2009 18:05:39 - Extra - RJ

BELO HORIZONTE - Sete pessoas de uma mesma família podem estar contaminadas por agrotóxicos, em Elói Mendes, a 14 km de Varginha, no Sul de Minas Gerais. Laudos comprovaram a presença de substâncias tóxicas e também de coliformes na nascente de água que abastece o sítio onde eles moram. A suspeita de contaminação surgiu em 2008. Os moradores contam que a água da torneira espumava e tinha uma consistência diferente. Segundo o produtor rural, Sebastião Gabriel de Oliveira, a Emater e o Serviço de Água e Esgoto foram chamados para recolher amostras para a análise.

O laudo foi concluído em cinco meses, mas neste período a família do produtor continuou consumindo a água. O resultado divulgado há uma semana indicou índices elevados de contaminação por coliformes totais, bactérias e dois tipos de agrotóxicos.

O uso de um dos produtos encontrados na água, o Endrin, é proibido pelo Ministério da Agricultura. Segundo a Emater, o produto pode permanecer no solo por até 20 anos. A outra substância, chamada Endosulfan, é usada em lavouras de café. Ao redor da nascente ficam quatro plantações.

Segundo o médico Luiz Henrique de Souza Pinto, alguns dos sintomas do efeito dessas substâncias no organismo são irritabilidade e cansaço.

O sítio da família está sendo abastecido com a água que vem de uma fazenda vizinha. A prefeitura de Elói Mendes pediu uma nova análise na água da mina. O secretário da Saúde, Wiliam Cadorini, disse que os pacientes foram encaminhados para atendimento médico e que eles serão monitorados pelo Centro de Toxicologia da Unicamp.

De acordo com a Polícia Militar do Meio Ambiente de Elói Mendes, depois de publicado o laudo que confirma a poluição da água, o caso é encaminhado para a Polícia Civil, que investiga o responsável pelo crime. Depois, segue para a Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SUPRAM), e também para o Ministério Público.

Segundo a Embrapa, a aplicação de agrotóxicos deve obedecer a uma distância mínima de 50 metros das nascentes.

 

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