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DICAS - Café combina com esportes, mas com moderação

Atletas aderem ao cafezinho para aumentar a performance

 

postado em 25/05/2009 | Há 8 anos

Terra - Vida Saudável

Rosana Ferreira

Quem diria que tomar um cafezinho no meio da corrida seria bom para saúde. É que pesquisas recentes apontam a cafeína como um importante agente modulador do desempenho em vários tipos de atividade física, caso o atleta tome a dosagem mínima de quatro xícaras de café diariamente. A nutricionista Rosana Perim Costa, gerente de nutrição do HCor (Hospital do Coração), de São Paulo, explica que, além de potencializar a performance durante os exercícios, pois atua como estimulante do sistema nervoso, a cafeína aumenta a tensão dos músculos e ajuda na mobilização de substratos de energia para o trabalho muscular.

Para o médico do esporte Renato Romani, professor do Cemafe (Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte), órgão ligado à Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), é preciso ser cauteloso com a questão, pois há o fator psicológico. "O café tem um efeito natural de estimulante, mas depende da dosagem e da resposta de cada organismo, além de seus efeitos psicológicos", explica.

Essa é a razão por que muitos atletas aderiram ao cafezinho durante os treinos para aumentar a performance, o que colocou a cafeína por algum tempo na lista de substâncias proibidas pela WADA (World Anti-doping Agency), agência que controla o doping mundialmente. Para a entidade, era considerada positiva a concentração acima de 12 microgramas por mililitro na urina. Essa concentração significa tomar 48 cafezinhos "fortes" em 24 horas.

Para algumas modalidades ainda é possível ter problemas com essa ingestão exagerada de café, mas atualmente a WADA não considera mais a cafeína como substância proibida. "Algumas federações podem definir a lista indicada pela WADA ou ter a própria. Assim é importante checar com as federações qual a lista usada para os exames antidoping", diz Romani.

 

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