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COTAÇÃO DO CAFÉ - N.Y. finalizou as operações nesta terça-feira em campo positivo

 

postado em 28/04/2009 | Há 8 anos

Infocafé de 28/04/09.    

 
MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.
Sul de Minas R$ 255,00 R$ 245,00  
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 255,00 R$ 245,00 Maio/2009 115,70 +0,80
Alta Paulista/Paranaense R$ 250,00 R$ 240,00 Julho/2009 116,25 +0,85
Cerrado R$ 260,00 R$ 250,00 Setembro/2009 118,45 +0,85
Bahiano R$ 250,00 R$ 240,00  
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Cons Inter.600def. Duro R$ 233,00 R$ 230,00 Maio/2009 122,25 +0,25
Cons Inter. 8cob. Duro R$ 238,00 R$ 235,00 Julho/2009 126,60 +0,35
Dólar Comercial: R$ 2,1970 Setembro/2009 130,70 +0,80

  N.Y. finalizou as operações nesta terça-feira em campo positivo, a posição julho variou entre a mínima de -0,50 pontos e máxima de + 1,70 fechando com + 0,80 pts. O volume de negociação foi baixo, com as atenções divididas entre a desvalorização do dólar e o acompanhamento da gripe suína. No interno o volume é restrito, com vendedores atentos a reunião na próxima quinta-feira do Conselho Monetário Nacional (CNC), na qual deverá ser definido o  novo preço mínimo para o café.
  O dólar encerrou o dia com queda de 1,04% refletindo fluxo positivo de recursos e expectativa para o leilão de venda de dólares do Banco Central agendado para amanhã. A recuperação das bolsas em Nova York, que refletiu na Bovespa e o enfraquecimento do dólar no mercado global de moedas colaboraram para a desvalorização da divisa norte-americana nas operações domésticas.

O BC informou que os recursos que serão repassados no leilão serão recomprados em 1º de junho de 2009 (28 dias corridos a partir da liquidação), 1º de julho de 2009 (58 dias) e 3 de agosto de 2009 (91 dias). Também hoje BC deu início à rolagem dos contratos de swap cambial que vencem em 4 de maio e que somam US$ 5,7 bilhões. Na operação, o BC vendeu todos os 40 mil contratos de swap cambial com vencimento em 1º de julho de 2009, equivalentes a US$ 1,994 bilhão. 

A expectativa de redução da taxa Selic (juro básico da economia brasileira) amanhã dos atuais 11,25% para 10,25% ao ano foi citada por um profissional como "um tempero a mais" nas operações cambiais. Apesar de não ter gerado nenhum movimento mais forte, uma eventual desaceleração no ritmo de cortes da Selic (na reunião anterior o Copom reduziu o juro em 1,5 ponto porcentual) favorece a perspectiva de ingresso de dólares para o País em razão do diferencial entre as taxas de juros interna e externa.
  Uma em cada quatro marcas de café comercializadas no país é fraudada por conter impurezas, segundo pesquisas de qualidade da Abic (Associação Brasileira da Indústria do Café) em 2008. Foram identificadas fraudes em 583 das quase 2.400 marcas consumidas no Brasil. Nas marcas analisadas por laboratórios credenciados por órgãos oficiais, foram encontradas impurezas como cascas, semente de açaí, milho, centeio, caramelo e até pedaços de pau, disse à Folha de São Paulo o presidente da Abic, Almir José da Silva Filho.

A maioria das marcas com problemas não está associada à Abic, mas 59 delas estavam. Por isso 22 empresas foram excluídas e perderam o direito ao uso do selo de qualidade. Segundo Alexandre Lima, advogado da Abic, as cerca de 450 marcas associadas à entidade respondem por cerca de 80% do café comercializado no país.

Trabalhadoras rurais retiram sujeiras de produção de café no sul de Minas Gerais Apesar de as pesquisas nacionais da Abic terem revelado fraudes em 25% das amostras das marcas de café, o setor jurídico da entidade considera que esse percentual pode ser menor, próximo de 20%, porque algumas amostras de uma mesma marca podem ter sido analisadas duas vezes. M
as em alguns lugares os problemas são até maiores, como em Minas, que detém 50% da produção brasileira de café. Silva Filho, que participou há uma semana de audiência pública na Assembleia Legislativa, mostrou dados em que as fraudes na torrefação atingem 47% das marcas no Estado.

Em outra pesquisa só com marcas mineiras, das 433 amostras monitoradas entre julho de 2008 e março deste ano, 205 apresentaram fraude. Fraudes de quase um terço das marcas mineiras foram também constatadas em 2008 pela Vigilância Sanitária de Minas, segundo a gerente do setor de Alimentos do órgão, Cláudia Parma Machado. Das 119 amostras analisadas, 31% apresentaram adulteração. 
Na pesquisa nacional da Abic, foram encontrados até 10% de pau e até 31% de milho torrado misturados ao café. A lei tolera até 1% de impurezas.

O presidente da Abic não apresentou a relação das empresas fraudadoras. O órgão alega que juridicamente está impedido, mas o Legislativo mineiro prepara requerimento pedindo a listagem. Um dos problemas apontados por ele é que a fiscalização da torrefação e da moagem de café deveria ser assumida também pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e não ficar a cargo apenas das vigilâncias municipais.

A Anvisa não considera a fraude como caso de saúde pública. O açúcar, quando adicionado ao café [por causa do caramelo], pode prejudicar diabéticos", disse Silva Filho. O caramelo, que dá amargor ao produto, é usado para ocultar gosto estranho produzido pelo café de baixa qualidade. Parma disse haver "dificuldades para fiscalizar". Os motivos vão desde a descentralização, o que torna difícil o acompanhamento, até o fato de que há empresas clandestinas que "abrem e fecham portas rotineiramente". 

A Abic defende fiscalização conjunta de vários órgãos, inclusive as receitas Federal e estaduais, opinião compartilhada pela Secretaria de Agricultura de Minas Gerais, que tenta criar uma certificação para o café produzido no Estado. O controle fiscal, defende Souza filho, deveria incluir o comércio varejista, que compra o café impuro em razão do baixo preço. Por causa disso, ele acredita que a população mais pobre pode estar consumindo mais o café fraudado.

 

Infocafé é um informativo diário, da Mellão Martini
 

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