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COTAÇÃO DO CAFÉ - Mercado cafeeiro finalizou a semana em campo positivo

 

postado em 26/04/2009 | Há 9 anos

Infocafé de 24/04/09      

 
MERCADO INTERNO
 
BOLSAS N.Y. E B.M.F.
Sul de Minas R$ 260,00 R$ 250,00  
Contrato N.Y.
Fechamento
Variação
Mogiano R$ 260,00 R$ 250,00 Maio/2009 119,00 +1,25
Alta Paulista/Paranaense R$ 255,00 R$ 245,00 Julho/2009 119,45 +1,20
Cerrado R$ 265,00 R$ 255,00 Setembro/2009 121,50 +1,20
Bahiano R$ 255,00 R$ 245,00  
* Cafés de aspecto bom, com catação de 10% a 20%.
Contrato BMF
Fechamento
Variação
Cons Inter.600def. Duro R$ 233,00 R$ 230,00 Maio/2009 122,80 +1,00
Cons Inter. 8cob. Duro R$ 238,00 R$ 235,00 Julho/2009 127,50 +1,00
Dólar Comercial: R$ 2,1910 Setembro/2009 132,75 +1,10

  O mercado cafeeiro finalizou a semana em campo positivo, com a posição julho em N.Y. registrando alta de 1,20 pontos, acumulando esta semana + 5,70 pts. O bom desempenho dos mercados acionários e das commodities juntamente com a queda na cotação do dólar, deram sustentação para as cotações. No interno alguns negócios foram concluídos.

  Os fundos de investimento diminuíram o saldo comprado no mercado de café na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), segundo relatório de traders divulgado hoje pela Commodity Futures Trading Commission (CFTC), referente à semana encerrada no dia 21 de abril de 2009. Os fundos passaram de um saldo comprado de 10.853 lotes no dia 14 de abril para saldo comprado de 7.786 lotes no dia 21 de abril. No período, fundos e especuladores passaram a ter juntos saldo líquido comprado de 7.163 lotes em comparação com saldo líquido comprado de 11.581 lotes da semana anterior.

  O dólar encerrou os trabalhos com queda de 1,26% influenciado pelo cenário externo favorável e por ingressos de recursos no mercado. A melhora do volume de negócios, que refletiu fluxo de investidores estrangeiros e a continuidade de entrada da captação de US$ 750 milhões fechada na sexta-feira passada pela Oi (antiga Telemar) ocasionaram o recuo da moeda americana.

  O aumento dos negócios à vista dificultou a estratégia de investidores que estavam na ponta compradora no mercado futuro de puxar para cima a taxa de câmbio, movimento observado ontem diante do fraco volume operacionalizado. Segundo players no mercado local, dois eventos importantes são aguardados e direcionarão o comportamento do dólar na  próxima semana: a definição pelo Banco Central se irá ou não rolar o próximo vencimento  de US$ 5,7 bilhões em contratos de swap cambial em 1º de maio; e a decisão de política  monetária do Copom, que mostrará se o BC manterá uma postura agressiva de corte dos  juros ou adotará um ritmo mais conservador.


  O presidente da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), Almir José Filho, disse hoje que o atraso na publicação de um regulamento específico para o padrão de qualidade do café tem favorecido as fraudes e aumento de denúncias na adulteração do produto. Almir Filho informou que o monitoramento da qualidade do café no mercado mineiro revelou que no período de agosto do ano passado a março deste ano, das 433 amostras colhidas em Minas, 205 apresentaram algum tipo de fraude. Ele participou hoje de audiência pública realizada pelas Comissões de Defesa do Consumidor e do Contribuinte e de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembleia Legislativa do Estado de Minas. "Já havíamos detectado este aumento há algum tempo", informou Almir Filho.

Entre as fraudes mais comuns, em vez de café, o consumidor tem levado para casa milho, cevada, soja, semente de açaí, cascas, palhas de café e, em alguns casos, até pedaços de pedra e pau. "O Brasil inteiro tem apresentado problemas de café adulterado", garantiu Almir Filho, lembrando que o Selo de Pureza da Abic, que monitora a qualidade do produto em todo o País, completa 20 anos em 2009.

De acordo com a gerente da Vigilância Sanitária de Alimentos da Secretaria de Estado da Saúde, Cláudia Machado, desde 2005 os casos têm ficado mais graves. Neste ano, a vigilância constatou desvios de qualidade em 4,7% das amostras coletadas. Em 2006, os desvios atingiram 17% e no ano passado chegaram a 31,1%. "A Vigilância Sanitária tem instaurado processos administrativos seguindo a legislação, mas não estamos vendo diminuição nos índices de desvio de qualidade", disse ela. Atualmente, o setor conta apenas com uma Resolução, a 277 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que regulamenta padrões de qualidade e identidade, mas a fiscalização é falha. "O Regulamento Técnico do Café, com padrões de qualidade específicos para o produto é o instrumento mais eficaz para coibir estas práticas", ponderou o presidente da Abic.

As novas regras, de acordo com ele, já foram criadas pelo Ministério da Agricultura, mas ainda não foram publicadas. Hoje, os deputados das duas comissões da Assembleia definiram a criação de um grupo de trabalho, com representantes de diversos setores para a troca de informações. Não foi definida, no entanto, uma data para a reunião do grupo.

  O impacto da crise no setor cafeeiro no mundo será o tema da 3ª edição do Coffee & Dinner, promovido pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que ocorrerá dia 25 de maio, em São Paulo (SP). Vão participar representantes dos principais segmentos da cadeia produtiva (produção, consumo e mercado). O evento será dividido em dois momentos: Fórum de Debates (com a entrega do Prêmio Cecafé) e Jantar do Café. O evento será no Hotel Maksoud Plaza. Mais informações no endereço eletrônico:
www.coffeedinner2009.com.br


Infocafé é um informativo diário, da Mellão Martini
 

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