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Adversidades climáticas, atraso na colheita na América Central e bianualidade sustentam cotações do café

 

postado em 25/04/2009 | Há 9 anos

Globo Rural

PRODUTOS & MERCADOS
25/04/2009
 
DEMANDA AFINADA
Adversidades climáticas, atraso na colheita na América Central e bianualidade sustentam cotações
 
Levantamento do Cepea mostra que os exportadores estiveram interessados em obter cafés mais finos em março. Com a alta das cotações internacionais de arábica, as referências de preços do café de boa qualidade subiram cerca de R$ 5 por saca no físico brasileiro. O Indicador Cepea/Esalq do tipo 6, bebida dura para melhor, teve média de R$ 263,59/sc de 60 kg na parcial de março. O Indicador Cepea/Esalq do robusta tipo 6 peneira 13 acima teve média de R$ 212,33/sc, queda. Na parcial de março, o recuo foi de 3,22%.

A produção mundial de café na safra 2008/2009 deve atingir 127,8 milhões de sacas de 60 quilos, segundo estimativas da OIC - Organização Internacional do Café. O número foi revisado para baixo em relação ao levantamento anterior, que foi de 133,4 milhões de sacas, e decorre da produção menor na Colômbia, Vietnã e índia. Ainda assim, a produção global deve ficar 10% acima da temporada 2007/2008.

A Abic registrou um consumo da ordem de 17,66 milhões de sacas no anobase 2008 (de novembro de 2007 a outubro de 2008), o que representa uma alta de 3,2% em relação ao período anterior. A Abic já admite que a meta de 21 milhões de sacas prevista para 2010, proposta em 2004, fica ainda mais distante. Para obter esse resultado seria necessário que neste ano e no próximo o consumo interno tivesse um incremento de 19%. Para 2009, a Associação projeta um crescimento em torno de 3%. Para a exportação, as perspectivas são otimistas. A previsão é que haja um aumento nos embarques de 130 mil para 160 mil sacas de torrado e moído em 2009, atingindo uma receita de US$ 42 milhões. Para garantir um bom desempenho em 2009, a Abic está prospectando novos mercados, já que o consumo nos Estados Unidos e Europa, para onde vai 70% do torrado e moído exportado pelo Brasil, já está próximo da estagnação.

A Cooxupé, maior cooperativa do país, divulgou em março que estima receber 2,7 milhões de sacas na próxima safra, volume 43% inferior ao da safra 2008, que foi de 4,7 milhões de sacas.
 

 

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